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7 dicas para quando for contratar um financiamento imobiliário
Comprar um imóvel é uma decisão muito importante e que não pode ser feita por impulso. Quando a aquisição ainda envolve um financiamento, é preciso se tomar um cuidado maior ainda. Em uma economia cheia de incertezas, o risco de o mutuário enfrentar problemas de diminuição de renda durante o financiamento aumenta.

No entanto, um bom planejamento antes de aderir à linha de crédito imobiliário é fundamental para encarar os obstáculos financeiros e outras ciladas que podem aparecer durante o financiamento.

Confira sete orientações que a AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências) recomenda antes que comprar a casa própria:

1- O SFH (Sistema Financeiro da Habitação), SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), programa Minha Casa Minha Vida, sistema de consórcio ou financiamento direto com a construtora são as modalidades para financiar a casa própria. A escolha do financiamento depende muito do poder aquisitivo de cada um. É importante que o futuro proprietário do imóvel converse com sua família sobre suas despesas fixas antes de fechar o negócio;

2- Não comprometa mais do que 30% do rendimento familiar, se essa for superior a R$ 10 mil. Já quem tem ganhos entre R$ 5 e 10 mil, o limite da prestação deve ficar entre 11 e 15%. Enquanto que aqueles com renda menor que R$ 5 mil, não devem arriscar assumir prestações superiores a 5% desse valor;

3- Não é recomendado dar um sinal alto, pois o consumidor pode correr o risco de perder o investimento por ter o financiamento negado, problemas na documentação da propriedade ou até mesmo o vendedor agir de má-fé.
O ideal é que o valor da entrada não ultrapasse a R$ 10 mil. É importante não se esquecer de colocar no contrato uma cláusula de devolução, no caso de haver problemas na documentação do vendedor;

4- No geral, os documentos necessários para fazer um financiamento são: RG, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, comprovante de endereço e renda, cópia do recibo da última declaração do Imposto de Renda e extrato bancário dos últimos três meses.Também se deve-se incluir documentos do bem, como Certidão da Matrícula do Imóvel, IPTU, Certidão Negativa de Tributos Imobiliários;

5- Entre os motivos que podem levar a recusa da liberação do crédito estão:

- Nome da pessoa que vai adquirir a moradia está no cadastro negativo do Serasa e do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito);

- O valor das prestações do financiamento comprometer mais do que 30% dos rendimentos do comprador;

- A propriedade ter algum impedimento jurídico ou está hipotecada;

- A residência não está registrada no Cartório de Registro de Imóveis do município onde está localizada;

6- Dê preferência aos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR (Taxa Referencial), ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) ou SACRE (Sistema de Amortização Crescente). Parcelas decrescentes e juros menores ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas;

7- Nos acordos firmados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) são incorporados na prestação do financiamento os seguros contra DFI (Danos Físicos ao Imóvel), que cobre danos causados ao imóvel por fatores externos, e por MIP (Morte e Invalidez Permanente), proteção ao mutuário, ocasionada pelo seu falecimento ou incapacidade de trabalhar.

No geral, os seguros habitacionais (MIP e DFI) costumam representar em torno de 3% do valor total da prestação.

Fonte: InfoMoney
 
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