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Bancos decidem manter cota para financiamento
Os principais bancos privados do País decidiram que não acompanharão a nova política imobiliária da Caixa Econômica Federal, anunciada na segunda-feira. A partir da semana que vem (dia 4), o teto para financiamento de casas e apartamentos usados na instituição estatal cairá de 80% para 50% nas operações do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), cujo valor máximo é de R$ 750 mil. Essa linha de crédito é utilizada em 90% das compras de imóvel no Brasil.

Bradesco, Santander e HSBC, que financiam até 80% do valor, anunciaram que manterão a cota inalterada. No Itaú Unibanco, o percentual de financiamento é o mesmo, mas o banco não informou se fará algum tipo de redução por estar em período de silêncio, devido à preparação da divulgação de resultados financeiros recentes. O Banco do Brasil, que possui capital misto, financia até 50% do valor na tabela Price (em que as parcelas são estáveis ao longo dos anos) e 80% no SAC (Sistema de Amortização Constante), e também não fará alterações.

Apesar de as instituições privadas facilitarem o acesso ao financiamento de imóveis usados, é preciso ter cuidado na escolha do emissor de crédito. Isso porque, apesar de ter restringido as operações para clientes com pelo menos 50% do valor de entrada, a Caixa ainda oferece os melhores juros do mercado, de 9,45% ao ano mais a TR (Taxa Referencial, que ontem estava fixada em 0,1293%). Nos bancos privados, as taxas variam entre 9,6% e 11,5% e também acrescem a TR. Esses percentuais são referentes à chamada taxa de balcão, para clientes sem qualquer tipo de relacionamento com o banco. As condições ficam mais favoráveis conforme o mutuário adquire outros produtos da mesma instituição, como conta salário e cartão de crédito, por exemplo.

Em relação ao tempo máximo de financiamento, Caixa e Santander fixam prazo de 420 meses (35 anos), enquanto os demais estabelecem 360 meses (30 anos). Quanto menor for o número de parcelas, maior será o valor.

Para escolher entre a Caixa e os bancos privados, o consultor financeiro Mauro Calil adverte que é preciso, em primeiro lugar, analisar a urgência da compra. “Se o cliente não possui 50% do valor para dar como entrada, mas também não precisa adquirir o imóvel imediatamente, pode juntar mais dinheiro até conseguir atingir o mínimo ou fazer um consórcio imobiliário. Nesse caso, terá de pagar a taxa de administração, que é menor do que os juros.”

Planejador financeiro e professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Silvio Paixão orienta para que se evite entrar em dívidas. “Quando você tem dinheiro, aparecem galinhas mortas. Quando está endividado, você pode ser a galinha morta”, ilustra. Ou seja, também é favorável à opção de se aguardar até que haja valor para uma entrada maior.

Paixão avalia que o fato de a Caixa ter reduzido a cota máxima financiável para imóveis usados demonstra que, como instrumento de política habitacional, dará preferência a empreendimentos novos – cujas construções também geram empregos. Em relação aos bancos privados, o professor avalia que o foco se dá sobre as unidades usadas, já que essas, por estarem consolidadas, representam maior garantia para o financiador. Isso porque, em caso de não pagamento, o bem poderá ser confiscado.

ALTERAÇÕES - As mudanças nos tetos do SFH foram feitas porque essa linha de crédito utiliza recursos da poupança. Diante da crise financeira, em que a caderneta apresenta rendimento baixo e a taxa básica de juros (Selic) em 12,75% ao mês – podendo subir hoje a 13,25% após reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) –, houve grande retirada de recursos do fundo em março. Foi registrada saída líquida da poupança (diferença entre retiradas e depósitos) de R$ 11,43 bilhões no mês passado, a maior retirada mensal desde 1995, segundo o Banco Central.

O SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) terá o teto de financiamento reduzido de 70% para 40% pelo SAC. A modalidade tem como principal fonte de recursos grandes investidores institucionais.

Para imóveis novos, a Caixa manteve a cota máxima fixada em 80%. Há cerca de duas semanas, a instituição já havia anunciado a redução de 90% para 80% do teto, tanto para usados quanto para novos. As taxas anuais de juros também sofreram alteração, subindo de 9,15% para 9,45% para quem não tem conta no banco estatal. Para correntistas, passou de 9% para 9,3%.

Fonte: Diário do Grande ABC
 
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